O Sistema Único de Saúde inicia a distribuição de nove novos medicamentos oncológicos, beneficiando cerca de 116 mil pessoas. A medida amplia as opções de tratamento para cânceres de mama, pulmão, próstata e outros, reduzindo custos e tempos de espera no Ceará.
O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer nesta semana. A novidade atende a 13 diferentes indicações de tratamento e inclui o Ceará entre os 17 estados que recebem os remédios nesta primeira etapa.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a participação da superintendente da pasta no Ceará, Kelly Arruda, no Hospital Universitário do Ceará (HUC), em Fortaleza. A iniciativa busca garantir o acesso a tratamentos de ponta na rede pública.
- Nove novos medicamentos contra o câncer entram em vigor no SUS.
- O Ceará e outros 16 estados serão beneficiados nesta primeira fase.
- A medida contempla 13 tipos diferentes de tumores e estágios.
- Alguns pacientes esperavam por esses remédios há mais de uma década.
- Os tratamentos visam aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.
Lista completa dos novos remédios disponíveis
Os nove fármacos incluem opções de alto custo, como o abemaciclibe, indicado para certos tipos de câncer de mama, que chega a custar R$ 366 mil na rede privada. Esses medicamentos atuam de formas específicas, dependendo do tipo de tumor, do estágio da doença e das características de cada paciente. Além de aumentar a sobrevida, muitos têm o objetivo de evitar que a doença volte após a cirurgia.
- Trastuzumabe: para câncer de estômago ou junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: para câncer de mama precoce ou avançado/metastático.
- Acetato de lanreotida: para tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: para câncer de rim de células claras metastático.
- Rituximabe: para leucemia linfocítica crônica e tipos de linfoma.
- Abiraterona: para câncer de próstata resistente à hormonioterapia.
- Gefitinibe: para câncer de pulmão (não pequenas células) em primeira linha.
- TSH recombinante (alfatirotropina): para câncer diferenciado de tireoide.
- Sunitinibe: para câncer de rim e tumores GIST avançados.
Expansão do acesso e investimento bilionário
A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar para 23 o número de medicamentos oncológicos disponíveis até o fim do ano. Isso representará um aumento de 35% nas opções de tratamento na rede pública, beneficiando diretamente cerca de 116 mil pessoas. Alguns desses remédios estavam oficialmente incorporados ao SUS, mas só agora começam a ser efetivamente oferecidos nos serviços de saúde.
Os novos medicamentos chegam por meio do programa 'Agora Tem Especialistas', que visa reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento no SUS. Para viabilizar essa ampliação, o governo assumiu a compra direta de 10 fármacos e negociou preços mais baixos com estados. O investimento total previsto é de R$ 4 bilhões por ano para garantir o custeio dos serviços oncológicos em todo o país.


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